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LUCA FALONI E O QUE REALMENTE IMPORTA NO QUIET LUXURY
De tão falado, o quiet luxury já virou um clichê. Se você também já cansou do termo, somos dois. Mas convém não tapar os ouvidos para o que realmente importa na história: não há nada mais cafona do que se vestir com o objetivo de mostrar para todo mundo quanto você gastou com cada peça. Daí o horror do quiet luxury a logotipos chamativos. Não à toa, a origem do termo é atribuída à bilionária americana Bunny Mellon, conhecida pelo estilo discreto. A frase que melhor sintetizava sua filosofia era "nada deve ser notado".
É exatamente essa lógica que orienta a italiana Luca Faloni. Fundada há apenas 11 anos por um empreendedor de Turim inspirado pela mentalidade das empresas do Vale do Silício, a marca aposta em roupas masculinas produzidas com cashmere, seda, linho, algodão e couros especiais fornecidos por tradicionais fabricantes italianos. O objetivo é criar um guarda-roupa permanente, formado por peças atemporais, confeccionadas por artesãos que preservam técnicas transmitidas ao longo de gerações e reforçam o valor do selo Made in Italy.
A proposta conquistou um público que inclui nomes como Cillian Murphy, Tom Brady e Stanley Tucci. Adepta da filosofia da slow fashion, a grife evita seguir tendências passageiras, vende diretamente ao consumidor e mantém preços estáveis ao longo do ano, sem liquidações sazonais. O resultado são roupas que chamam atenção apenas para quem realmente entende de qualidade. É justamente essa discrição, sustentada por matérias-primas nobres, acabamento impecável e design atemporal, que faz da Luca Faloni um dos retratos mais fiéis do verdadeiro quiet luxury.

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