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GOLDEN GOOSE: POR QUE O TÊNIS ITALIANO VIROU UMA FEBRE?
A ideia de vender um tênis com aparência propositalmente desgastada parecia improvável há alguns anos. A Golden Goose, no entanto, transformou esse conceito em um dos maiores fenômenos do luxo contemporâneo. Fundada em 2000, em Veneza, pelos designers Francesca Rinaldo e Alessandro Gallo, a marca começou produzindo roupas antes de criar o Super Star, modelo identificado pela estrela que se tornou seu principal símbolo. O conceito de "luxo na imperfeição" ajudou a construir uma identidade própria em um mercado cada vez mais competitivo.
A febre em torno da Golden Goose pode ser explicada pela combinação de exclusividade, artesanato e comunidade. Segundo o CEO para a América Latina, Mauro Maggioni, o crescimento da marca segue acelerado, impulsionado por consumidores que valorizam design, qualidade e autenticidade. Cada par leva mais de quatro horas para ser produzido manualmente na Itália com materiais premium. A estratégia também inclui serviços de customização e reparo, permitindo que os clientes cocriem seus modelos e prolonguem a vida útil dos produtos. A empresa afirma que esse vínculo sentimental é parte central da experiência oferecida aos consumidores.
Os números ajudam a entender o entusiasmo. Em 2025, a Golden Goose registrou receita líquida de 734 milhões de euros, alta de 15% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas diretas ao consumidor responderam por 81% do faturamento. A marca também aposta na geração Z, que reúne em torno de sua comunidade de "Dreamers", formada por cerca de 2,5 milhões de seguidores. A expansão da rede de lojas, a chegada a novos mercados latino-americanos e a proposta de transformar seus espaços em ambientes de criação, aprendizado e entretenimento mostram que o sucesso da Golden Goose não está apenas no produto, mas na capacidade de transformar um tênis em objeto de desejo e expressão pessoal.

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