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Ivan Martinho

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Ivan Martinho

Ivan Martinho é, desde 2019, o CEO da WSL na América Latina. A entidade foi fundada no Havaí, nos Estados Unidos, por dois surfistas. Chamada de International Professional Surfers (IPS) de 1976 a 1982, começou promovendo competições patrocinadas por marcas de surfwear. A troca para World Surf League é fruto da aquisição pela ZoSea Media, com o apoio do bilionário Dirk Ziff. Com Martinho como CEO, o surfe brasileiro vive sua melhor fase.

Como você lida com a passagem do tempo?

Chegar aos 45 anos com saúde e cercado das pessoas que amo é um privilégio enorme e olho para os próximos 45 com muito entusiasmo e otimismo. Penso que o tempo não deve ser combatido, mas vivido com intenção. Percebi que a vida não deve ser medida pelo que acumulamos, mas pelo que distribuímos. Gosto da ideia de que você não é aquilo que junta, mas aquilo que espalha: conhecimento, oportunidades, generosidade, afeto. No fim, talvez seja isso que dê sentido ao tempo que recebo.

Qual lição mais dura a vida te ensinou?

Que nem sempre fazer a coisa certa traz reconhecimento imediato. Já vivi situações em que defender meus princípios custou oportunidades, relacionamentos e muita energia. Com o tempo percebi que reputação é construída justamente nessas escolhas difíceis e que o longo prazo costuma recompensá-las.

Qual legado você pretende deixar?

Penso menos em legado e mais em impacto. Me preocupa muito mais o que sou capaz de fazer hoje, vivo, pelas pessoas que estão ao meu redor do que como serei lembrado no futuro. Existe um componente de ego na ideia de querer ser eterno. A verdade é que, em duas ou três gerações, a maioria de nós será apenas uma foto na parede ou um nome em uma árvore genealógica. Quantos de nós sabemos, de fato, a história dos nossos bisavós? Se eu puder contribuir para que alguém pense melhor, tome decisões mais inteligentes, tenha uma oportunidade a mais ou viva um pouco melhor por causa de algo que fiz, isso já me basta. O impacto acontece no presente. O legado, se existir, será apenas uma consequência.

Qual foi a época mais feliz da sua vida?

Tenho dificuldade de escolher uma fase, porque aprendi que felicidade não é um destino, mas pequenos capítulos. Vivi momentos inesquecíveis na infância e juventude com amigos, estou realizando sonhos profissionais hoje e desfrutando ver minha filha crescer e colecionando memórias com minha esposa e família. E acredito que ainda tenho muitos dos melhores dias pela frente. Talvez a maior felicidade seja justamente continuar tendo vontade de olhar pra frente com otimismo, que os momentos difíceis passam, ensinam e para quem é do bem, sempre vai haver um jeito! “Vai que dá!”

Que você enxerga dos seus pais em você?

Do meu saudoso pai herdei a disciplina, a ética e a convicção de que trabalho duro nunca sai de moda. Da minha amada mãe, a capacidade de cuidar das pessoas, a generosidade e a sensibilidade para entender que sucesso só faz sentido quando pode ser compartilhado. Hoje percebo que muito do que sou é resultado dessa combinação.

Alessandra Menga

Alessandra Menga

Firechat com Alessandra Menga, CEO da Amma

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