ARQUITETURA E DESIGN

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LINA BO BARDI CONQUISTA A CHINA
“Eu sou uma arquiteta. Eu derrubo muros.” A frase de Lina Bo Bardi ganha novo significado na China, onde a arquiteta ítalo-brasileira é apresentada pela primeira vez em uma mostra individual. Aberta em 25 de julho no Power Station of Art, em Xangai, “Lina Bo Bardi: The Poetics of Survival” reúne mais de 300 trabalhos entre maquetes, desenhos, esboços, fotografias históricas e documentos de arquivo. Com curadoria de Renato Anelli, em colaboração com o Instituto Bardi, e desenho da OPEN Architecture, a exposição percorre a produção de Lina em arquitetura, design, curadoria, mídia impressa e cultura pública, destacando sua ideia de encontrar abundância na escassez e poesia no cotidiano.
A estreia chinesa reforça o alcance internacional de uma trajetória construída entre Itália e Brasil. Lina encontrou em São Paulo um terreno fértil para sua arquitetura modernista, desenvolvida principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, e criou edifícios que se tornaram marcos, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Sesc Pompeia e a Casa de Vidro. Sua atuação também atravessou as fronteiras da arquitetura, chegando às artes, à ilustração, à cenografia, às artes gráficas, ao design de interiores e ao mobiliário.
A presença de Lina em Xangai também se conecta à expansão da ETEL, que apoia a exposição e estabeleceu sua primeira parceria na China com a GALLERY101. Três peças da arquiteta acompanham a mostra: a Poltrona Bola de Latão, a Cadeira Auditório MASP e a Poltrona Três Pés, reeditadas pela ETEL em 2015 a partir dos originais de 1948 e 1949. Em um edifício dos anos 1930 às margens do Suzhou Creek, a parceria coloca peças históricas do design brasileiro em uma coleção aberta ao público. É a continuidade de um trabalho iniciado pela ETEL em 1985, baseado em pesquisa, preservação e representação de nomes como Lina Bo Bardi, Percival Lafer, Oscar Niemeyer, Jorge Zalszupin e Joaquim Tenreiro.





